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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Resenha do livro 1981: o primeiro ano do resto de nossas vidas, de Maurício Neves de Jesus (com Arthur Muhlemberg e Lucas Dantas) Editora Livros de futebol.com

O livro 1981: o primeiro ano do resto de nossas vidas, de Maurício Neves de Jesus (com Arthur Muhlemberg e Lucas Dantas) rememora em detalhes o ano mais importante da história rubro-negra.


Escrito em forma de diário, em linguagem fácil e em terceira pessoa, o livro recorda cada treino e cada jogo do Mengão no ano de 1981, as trocas de treinador, as vitórias nos clássicos, o difícil primeiro semestre e as grandes conquistas ocorridas em novembro e dezembro daquele ano fantástico: a Libertadores, o campeonato carioca e o Mundial Interclubes. Além disso, o livro retrata partidas da Seleção Brasileira em que jogadores do Flamengo como Zico, Júnior, Leandro, Vitor e Mozer jogaram e menciona as conquistas rubro-negras na natação e no vôlei. O livro também relata momentos tristes vividos naquele ano como a morte de Cláudio Coutinho.

Muito bom o poder relembrar o Fla-Flu vencido pelo Mengão no dia do aniversário do Clube, a goleada no Botafogo, as batalhas contra o Cobreloa pela conquista da Libertadores e a grande vitória sobre o Liverpool em Tóquio.

Me identifiquei muito com o subtítulo do livro, já que comecei a torcer pelo Flamengo exatamente em 1981, aos cinco anos de idade. Influenciada por meu padrinho rubro-negro, primos flamenguistas, o futebol fantástico de craques como Zico, Adílio, Andrade, Júnior, Leandro, Raul, Mozer, Marinho, Tita, Nunes e Lico e apaixonada pelo vermelho e preto do manto, contrariei meu irmão tricolor e virei uma rubro-negra fanática, que ficaria mais encantada ainda pelo Mengão e pelo futebol com as conquistas do Brasileiro de 82 e 83 e com o futebol arte da Seleção de 82.

Os textos sobre cada herói daquele timaço campeão mundial e as fotos incríveis fecham o livro, outra bela homenagem mais do que merecida ao maior time da história do clube mais querido do Brasil e mais uma obra imperdível para quem é Flamengo de coração.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Resenha do livro 1981, de Mauro Beting e André Rocha, publicado pela Editora Maquinária em 2011

O livro 1981 : como um craque idolatrado, um time fantástico e uma torcida inigualável fizeram o Flamengo ganhar tantos títulos e conquistar o mundo em um só ano  reconstrói a trajetória do espetacular time rubro-negro da década de década de 80, campeão carioca, brasileiro, sulamericano e mundial.

O bom é que o livro escrito por Mauro Beting e André Rocha não aborda só as conquistas da Libertadores, do campeonato carioca e do Mundial Interclubes ocorridas há 30 anos. A obra trata também do período de formação daquele timaço, entre 1975 e 77, lembrando a morte de Geraldo em 1976 , a manutenção da base do grande time, apesar de a equipe não ter conquistado nenhum título nesse período e o pacto firmado pelos jogadores rubro-negros após a perda do título carioca de 1977.

Além disso, o livro trata com minúcia das inovações táticas de Cláudio Coutinho, como o overlapping, o ponto futuro e a tática da “teia de aranha ”na qual o time jogava em bloco, “cercando o adversário pelos lados do campo e evitando a inversão de jogo” (p. 29), valorizando a pose de bola.

O livro também recorda o terceiro tricampeonato carioca (78-79-79 Especial ) e relembra passo a passo as conquistas do Flamengo entre 80 e 83 , contendo explicações com explicações táticas detalhadas de jogos do Mengão. Ainda criança, fiquei encantada com o futebol espetacular do timaço formado por Raul , Leandro, Marinho (Figueiredo), Mozer, Andrade, Adílio, Zico, Tita, Nunes e Lico e também por influência de meu padrinho e de meu primo me tornei uma flamenguista apaixonada exatamente em 1981. Com o livro de Mauro Beting e André Rocha, pude entender os aspectos táticos do futebol ofensivo, mágico e vencedor do supertime rubro-negro que marcou a minha infância e entrou para a história do Flamengo e do futebol mundial.

Outro ponto interessante é a comparação entre o time campeão do mundo em 81 ao Barcelona de hoje pelo toque de bola e ofensividade característicos dos dois grandes times. Tenho certeza que no duelo entre Zico e Messi imaginado pelos autores, o Mengão da década de 80 venceria.

O livro de Mauro Beting e André Rocha é uma bela homenagem ao grande time do Flamengo da Era Zico, o mais importante da história do clube e uma das maiores equipes do futebol mundial, a maior que vi jogar, ainda que tenha sido só pela TV ou rádio.